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	<title>Eduardo Eurnekian</title>
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	<description>Empreender como filosofia de vida</description>
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		<title>Eduardo Eurnekian doou Símbolos Armênios à região de Magallanes no Chile</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[General @pt-br]]></category>

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		<description><![CDATA[O empresário argentino de origem armênia, Eduardo Eurnekian, participou da doação de símbolos da cultura Armênia na região de Magallanes, Chile. Além disso, foi declarado Sócio Honorário do Clube de Iates de Puerto Williams. Na Base Naval de Puerto Williams, Eurnekian doou a Cruz da Armênia à Armada do Chile, com o objetivo de reforçar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2169" title="Eduardo-Eurnekian" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2012/01/Eduardo-Eurnekian1.jpg" alt="" width="450" height="340" />O empresário argentino de origem armênia, Eduardo Eurnekian, participou da doação de símbolos da cultura Armênia na região de Magallanes, Chile. Além disso, foi declarado Sócio Honorário do Clube de Iates de Puerto Williams.<span id="more-2192"></span></p>
<p>Na Base Naval de Puerto Williams, Eurnekian doou a Cruz da Armênia à Armada do Chile, com o objetivo de reforçar os vínculos entre a Argentina e o Chile e para potenciar os laços com a Armênia. Nesse contexto, o Vice-presidente da Câmara de Comércio da Argentina, e também Presidente da Corporación América (empresa que lidera o Corredor Bioceânico Aconcágua e o túnel ferroviário de pouca altura que unirá a localidade de Los Andes com Mendoza), assinalou: “A Cruz de Pedra da Armênia -Jachkar no idioma nativo- é um dos mais importantes símbolos da cultura e da tradição religiosa desse país, o primeiro no mundo em reconhecer o cristianismo como religião oficial. Pelo enorme significado que representa, quis realizar esta doação à Armada do Chile e no Cabo de Hornos, como sinal potente das excelentes relações que nossas nações irmãs mantêm e como uma saudação da Armênia aos chilenos”.</p>
<p>O embaixador da Armênia no Chile, Vladimir Karmishalyan; o cônsul Honorário da Armênia no Chile, Eduardo Rodríguez Guarachi e o Secretário Geral da Armada, contra-almirante Humberto Ramírez Navarro, que agradeceu o gesto do empresário, assistiram à cerimônia</p>
<p>A idéia da doação se originou como agradecimento de Eduardo Eurnekian à colaboração prestada pela Armada do Chile a Zori Balayan, jornalista, romancista e navegante armênio que, um ano atrás, deu a volta ao mundo a fim de visitar os seus compatriotas da Diáspora e cuja passagem pelo Cabo de Hornos foi facilitada pela Marinha Nacional chilena.</p>
<p>A presença de Eduardo Eurnekian nessa região continuou com atividades diversas, entre as quais foi declarado Sócio Honorário do Clube de Amigos do Cabo de Hornos e do Clube de Iates Micalvi de Puerto Williams, além de realizar uma visita ao Museu Martín Gusinde. O percurso terminou no Farol do Cabo de Hornos, com a instalação de uma placa comemorativa, doada pelo navegante Zori Balayan, na qual recorda e agradece à Armada do Chile pela colaboração prestada por ocasião da volta ao mundo realizada por ele no veleiro “Armênia”.</p>
<p>“Deixo este país profundamente comovido pelo carinho recebido aqui, no fim do mundo, nas terras do Chile, um país irmão e por cuja gente guardo um grande respeito e um apreço enorme. Estou convencido de que continuaremos fortemente unidos e com projetos comuns que contribuirão para o crescimento e para o desenvolvimento das nossas nações”, expressou Eurnekian ao terminar as suas atividades em Magallanes.</p>
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		<title>Já foram iniciadas as obras de construção do Aeroporto Ecológico de Galápagos</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2011, Corporación América, presidida por Eduardo Eurnekian, é concessionária do Aeroporto Ecológico Galápagos. Essa base aérea é única no mundo por suas características e condições específicas e se tornou conhecida por ser o primeiro aeroporto com certificado de sustentabilidade e qualidade ambiental: - Parte da demanda de utilização de energia elétrica é satisfeita com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2178" title="Logo Galapagos" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2012/02/Logo-Galapagos.jpg" alt="" width="400" height="400" />Desde 2011, <strong>Corporación América</strong>, presidida por Eduardo Eurnekian, é concessionária do Aeroporto Ecológico Galápagos. Essa base aérea é única no mundo por suas características e condições específicas e se tornou conhecida por ser o primeiro aeroporto com certificado de sustentabilidade e qualidade ambiental:<span id="more-2189"></span></p>
<p>- Parte da demanda de utilização de energia elétrica é satisfeita com o uso de energia solar.<br />
- Poupa 50% de água potável, utilizando água de chuva nas instalações sanitárias.<br />
- Nível de serviço C da Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA).</p>
<p>Após receber a Constância do Início das Obras por parte da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), no dia 20 de dezembro passado, <strong>ECOGAL</strong> anunciou ter sido posta em andamento a primeira etapa do projeto que compreende a construção do novo terminal aeroportuário, da torre de controle e do bloco técnico. Essas obras vão ser realizadas dentro de um prazo de 12 meses, a partir da data em que a resolução foi expedida.</p>
<p><strong>ECOGAL</strong>, como administrador do aeroporto, deu início a uma série de adequações no terminal atual do aeroporto Seymour de Baltra, com a finalidade de oferecer melhores serviços aos usuários, enquanto é construído o novo terminal.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Obras destacadas:</span></p>
<p>. Ampliação de 40% do hall público e área de linhas aéreas</p>
<p>. Implementação de duas máquinas de raios X, após estarem as mesmas por dois anos fora de serviço</p>
<p>. Ampliação da sala de embarque: 75% mais extensa do que a original e instalação de um bar de 50 m₂ para os passageiros</p>
<p>. Coordenação constante com os organismos governamentais</p>
<p>. Incorporação de nova equipe de bombeiros aeronáuticos, 15 bombeiros naturais de Galápagos treinados pela DGAC</p>
<p>. Manutenção emergente da pista</p>
<p>. Fortalecimento do controle de segurança em diversas áreas, de acordo com as normas internacionais</p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Entrevista a Eduardo Eurnekian para a Revista Fortuna</title>
		<link>http://www.eduardoeurnekian.com/pt-br/entrevista-a-eduardo-eurnekian-para-a-revista-fortuna/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 14:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actividad Empresaria]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente da Corporación América fala sobre a atual situação de Cablevisión, a empresa que criou e vendeu um tempo depois, em 1994. Apóia a medida do Governo, mas critica as formas. Sua visão da economia K, os prós e os contras que vê neste ano que começa. O novo setor ao que aponta: “Quero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2159" title="eduardo-eurnekian-2" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2012/01/eduardo-eurnekian-2.jpg" alt="" width="450" height="301" />O presidente da Corporación América fala sobre a atual situação de Cablevisión, a empresa que criou e vendeu um tempo depois, em 1994. Apóia a medida do Governo, mas critica as formas. Sua visão da economia K, os prós e os contras que vê neste ano que começa. O novo setor ao que aponta: “Quero comprar um banco”. <span id="more-2196"></span></p>
<p><strong>Nota da capa &#8211; “É preciso explicitar o modelo mais a fundo”</strong></p>
<p>“A medida contra Cablevisión não foi errada, mas sim a forma em que foi levada a cabo. Todos os empresários aplaudimos a medida, porque o fato de que não haja monopólios está bem. A pergunta que faço a mim mesmo é para que armar tanto escândalo quando não era necessário. Para que tanta fanfarra”.  Essa definição é de Eduardo Eurnekian, o fundador da companhia de televisão por cabo que atualmente pertence ao Grupo Clarín. Se bem tenha vendido, em 1994, a empresa à norte-americana TCI por U$s 750 milhões e hoje esteja imerso no mundo da Corporación América –o holding que factura 1 bilhão por ano com um portfólio de empresas em setores tão diversos como o aeroportuário, o agropecuário, o energético, o financeiro e o de obras públicas-, como todo homem de negócios argentino seguiu minuto a minuto o registro policial levado a cabo nos escritórios de Cablevisión. Ademais, explica que por trás dessa medida houve falta de segurança por parte do Governo. “Se o Governo tivesse se sentido com segurança –disse- tomava as medidas e pronto. Mas o jeito em que agiu indica que quis demonstrar poder, força e autoridade, o que é desnecessário porque o Estado já conta com todos esses atributos. Deveria ter agido com maior sutileza”.</p>
<p><strong>FORTUNA: Então Cablevisión é um monopólio ou tem uma posição dominante no mercado? Porque os usuários podem escolher entre vários operadores…</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN:</strong> É monopólio se levamos em conta o caso da fusão, porque os cabos do interior foram absorvidos. Esse é o caso.</p>
<p><strong>FORTUNA: O senhor sente que Cablevisión perdeu a essência da sua fundação?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Tudo mudou. A tecnologia, o mercado, os sistemas. Sempre me importou oferecer um serviço de boa qualidade, que é o que hoje em dia estamos fazendo com os aeroportos. Eu valorizo o que é meu, e minha obsessão é oferecer um bom serviço.</p>
<p>Mas Eduardo Eurnekian, que em dezembro deste ano completará 80 anos, tem uma obsessão ainda maior do que prestar serviços: sempre trata de ir além. E não só na vida empresarial. Atualmente está estudando piano, e embora se queixe de não ter um bom ouvido e de que é muito difícil de aprender, resolveu dar um concerto em fins de 2012. “Apesar de que, com o ritmo que venho, vejo complicado”, se sincera. E enquanto aprendia as notas e a disposição correta das mãos, o presidente da Corporación América decidiu qual será seu próximo passo. “Quero comprar um banco”. Embora não tenha garantido com que entidade está fechando trato pelo acordo de confidencialidade assinado entre os interessados, sabe-se que se trata do Banco Industrial.</p>
<p><strong>DEFINIÇÕES. </strong>O ano que acabou foi atípico para os empresários. Se bem os anos eleitorais geralmente deixem paralisados os homens de negócios do país por causa das incertezas políticas e econômicas que uma mudança de governo possa originar, em 2011 os efeitos das contendas partidárias foram mínimos. De fato, de acordo com o Ministério de Indústria, os anúncios de investimentos chegaram a U$s 35 bilhões o que significa 76% a mais do que em 2010. Nesse contexto, o país encerrou o ano não só com um crescimento do PBI beirando 7,8%, como também ficou definida a continuidade de Cristina Fernández e o “modelo popular e nacional”. E é nesse ponto onde Eurnekian pede definições mais claras. “Desde a morte de Nestor Kirchner houve muitos comentários no tocante à como seria a fórmula presidencial e isso foi se esclarecendo lentamente. Ademais, a sociedade descobriu que não havia outra estrutura partidária razoável que contasse com o apoio da opinião pública. Embora isso tenha sido positivo por um lado, porque a liderança ficou definida claramente, por outro lado, em uma democracia é necessário que haja uma oposição forte e razoável, agora todos temos que nos reagrupar em torno das nossas atividades e deixar os que foram eleitos que levem o país para adiante e continuar o modelo que precisa de maiores definições”.</p>
<p><strong>FORTUNA: Sua opinião é de que há modelo, mas que precisa de reajustamentos?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>O que o Governo teria de fazer seria explicitar com maior claridade o que é o modelo. Alguma noção se tem, mas se todos temos que abraçar com fervor uma linha e uma determinada atitude, precisamos conhecer em profundidade de quê estamos falando para trabalhar todos nesse caminho. Não é um modelo clássico que se compra nas livrarias. É um modelo heterogêneo que deu resultados, mas necessariamente deve ser explicitado mais a fundo para que todos possamos segui-lo.</p>
<p><strong>FORTUNA: Como deveria ser feito para tornar o modelo mais explícito?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>O mais positivo para o país é sabermos todos o rumo para onde temos de nos dirigir com mais claridade. Por exemplo, planos. Fazem falta planos em todas as áreas e todos os setores, que permitam definir em quê temos de investir. Está bem claro que se defende indústria nacional, mas isso é muito global. A Argentina é um país que deveria estar desenvolvendo a atividade eólica. A indústria ferroviária poderia ser outro setor. O país precisa desenvolver a indústria ferroviária, reconstruir mais de 30 mil quilômetros de linhas cujo estado hoje em dia é de calamidade. Isso é importante porque depois de ter saído da crise, de ter diminuído o desemprego, de ter recomposto a classe média, chegou o momento de pensar num plano estratégico a longo prazo.</p>
<p><strong>FORTUNA: E dentro desse contexto, como será 2012?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Há duas questões centrais. Por um lado, está a questão local. Embora não veja nenhuma frente de tormenta para 2012, acho que é preciso focalizar como o Estado fará para que as apetências gerais sejam razoáveis, para os empresários não saírem desalentados. O equilíbrio que temos no país é muito tênue. É preciso ir em busca da sintonia fina, como falou a Presidenta. E a sintonia fina se refere ao fato de que todos temos que ser realistas e conscientes do tudo. Se os empregados saem a pedir um aumento de 45%, estão originando um estado de expectativas que podem atingir os mercados. Claro que também é preciso controlar a inflação, que é outro dos temas candentes.</p>
<p><strong>FORTUNA: E do ponto de vista externo? O que é que o senhor acha que vai acontecer e que desafios o país tem de enfrentar?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Hoje em dia há uma forte interdependência no mundo e creio que a Argentina, em tais circunstâncias, terá grandes vantagens. Estimo que os países desenvolvidos vão entrar num período de menor crescimento, mas que não vai atingir os países em desenvolvimento como o nosso. Vamos poder continuar mantendo políticas de crescimento razoáveis, mas o país necessita, de alguma maneira, incorporar-se e resolver alguns dos problemas pendentes com que conta, do ponto de vista financeiro internacional, a fim de dispor dos capitais necessários para investimentos. É um dos maiores desafios que temos pela frente. Temos de nos aproximar mais das fontes de financiamento internacional.</p>
<p>Corporación América e o Grupo Infravix do Brasil receberam o primeiro aeroporto que passa a mãos privadas por meio de um processo de licitação no país vizinho. O consórcio Inframérica, formado por ambas as companhias, investirá U$s 410 milhões na construção do Aeroporto Internacional de São Gon<em>çalo do Amarante, em Natal. “Este é um acontecimento muito importante para nós, dado que nos permitiu entrar num dos mercados mais importantes do continente”, explica Eurnekian. Com os olhos postos no Mundial de Futebol 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, o empresário argentino também participará, com o seu parceiro brasileiro, das licitações para a constru</em>ção<em> de um aeroporto em cada uma das “capitais” do Brasil: um em São Paulo, outro no Rio e outro em Brasília. “Nesse país –acrescenta-, há investimentos do montante do trilhão de dólares. E este é precisamente o nosso ponto fraco, o da parte financeira.”.</em></p>
<p><strong>FORTUNA: Como é que faz a Corporación América para se financiar?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Os investimentos desse tipo, que são enormes, precisam do apoio financeiro internacional. Por isso a Argentina tem de voltar a se aproximar das fontes de financiamento externo.</p>
<p><strong>O DESEMBARQUE NO SETOR FINANCEIRO</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN VAI EM PÓS DO BANCO INDUSTRIAL</strong><br />
O presidente do holding, que tem empresas no setor energético, agro-industrial, aeroportuário e de serviços, decidiu dar um passo à frente numa área onde ainda não tinha se animado: nada mais e nada menos do que nas finanças argentinas. “Quero um banco”, sintetiza Eurnekian.</p>
<p><strong>FORTUNA: Por que decidiu incursionar no setor financeiro na Argentina?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Já passamos por vários ramos de atividade e achamos que é um dos setores mais estáveis. Olhando para trás, vejo que todas as áreas que deixamos perderam o brilho que tiveram em outro momento. É o caso da indústria têxtil ou o da própria indústria de cabos.</p>
<p><strong>FORTUNA: O senhor vincula o setor financeiro com estabilidade, mas se há alguma coisa pela qual esse ramo se caracteriza na Argentina é pela sua flutuação constante…</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>É verdade que na Argentina as crises financeiras agravaram a falta de desenvolvimento e as possibilidades de crescimento das atividades em geral, mas o banco continuou e continua sendo banco.</p>
<p><strong>FORTUNA: Ter feito uma espécie de prova piloto na Armênia ajudou a tomar essa decisão?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>É parte da nossa estratégia comercial. Tentamos um negocio pequeno, aprendemos e depois repetimos em maior escala. Na Armênia o que temos é muito pequeno. Com a mineração estamos fazendo o mesmo. Temos um empreendimento com nossos sócios estrangeiros no Chile e agora vamos desenvolver essa atividade na Argentina.</p>
<p><strong>FORTUNA: Qual é a estratégia que levará adiante com o banco?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>Como em todos os nossos negócios, buscamos ter participação majoritária, mas que haja outros participantes. Na Argentina há ótimos bancos e é preciso transcorrer mais de 15 anos para começar a concorrer com os grandes jogadores. Claro que eu gostaria de jogar de igual a igual, mas para isso são necessários anos de paciência, de conduta e de sucesso. Não é fácil ser empresário e é preciso ter perseverança e paciência.</p>
<p><strong>FORTUNA: Ao formar parte de um holding, será mais fácil crescer?</strong></p>
<p><strong>EURNEKIAN: </strong>É mais fácil porque banco é imagem e quando se tem um grupo que dá confiança, tem solvência e mostra segurança ao mercado, é mais simples.</p>
<p>Claudio Celano Gómez e Mario Rodríguez Muñoz.</p>
<p>Revista Fortuna. 7 de janeiro de 2012</p>
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		<title>Para Eurnekian, o caso Cablevisión &#8220;deveria ser tratado com mais sutileza</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 14:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[Dono da Corporación América, e ex da empresa de televisão paga, comenta sobre as regras para investir e destaca a continuidade de De Vido. Não descarta entrar no setor bancário e quer crescer no petrolífero. Na semana em que o Estado concretizou sua entrada como acionista de Aeropuertos Argentina 2000, Eduardo Eurnekian, titular da Corporación [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2146" title="Eduardo-Eurnekian" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2012/01/Eduardo-Eurnekian.jpg" alt="" width="468" height="320" />Dono da Corporación América, e ex da empresa de televisão paga, comenta sobre as regras para investir e destaca a continuidade de De Vido. Não descarta entrar no setor bancário e quer crescer no petrolífero.<span id="more-2199"></span></p>
<p>Na semana em que o Estado concretizou sua entrada como acionista de Aeropuertos Argentina 2000, Eduardo Eurnekian, titular da Corporación América, dona majoritária da concessionária de estações aéreas, com investimentos em energia e infra-estrutura,  garante que as regras para investir no país ficaram mais claras após as eleições. Disse que ampliará seus negócios no setor energético e não descarta comprar um banco. E como fundador de Cablevisión, empresa que vendeu há mais de uma década, afirma que o enfrentamento entre o Governo e Clarín “não faz bem ao país”.</p>
<p>Foi em 1994 que Eurnekian vendeu Cablevisión à empresa norte-americana TCI, por US$ 750 milhões. Entrevistado por PERFIL, prefere distanciar-se do conflito entre o Governo e Clarín, o dono atual: “Acho que isso não faz bem ao país. É um caso que deveria ser tratado com outra sutileza, porque a Argentina precisa de investidores e por essa razão não é conveniente que tome o estado público que tomou”.</p>
<p><strong>— </strong><strong>Que perspectivas o senhor tem para o ano que se inicia?</strong><br />
—A Argentina conta com um marco institucional definido e claro para 2012. Tem tudo para iniciar um novo processo de desenvolvimento: os preços internacionais continuam sendo favoráveis, a crise global parece estancada.</p>
<p><strong>—</strong><strong>Os economistas advertem que a Argentina crescerá muito menos. Isso não incidirá sobre o panorama?</strong><br />
—Os economistas que se referem ao menor crescimento não deixam de ter razão, porque vínhamos crescendo a taxas elevadas. Agora vamos continuar crescendo como a região, cuja taxa é de 5 ou 6%. Isso não é pouca coisa.</p>
<p><strong>—</strong><strong>Quais são os setores para investir em 2012?</strong><br />
—Petróleo, mineração, gás, mecânica pesada.</p>
<p><strong>—</strong><strong>Petróleo e gás têm preços regulados e por serem negociados&#8230;</strong><br />
—Sim. Mas o importante é que as regras de jogo sejam claras. Se soubermos que o preço do barril de petróleo é xis, nos adaptamos ao negócio. Se forem importadas grandes quantidades, é óbvio que o negócio será um filão.</p>
<p><strong>—</strong><strong>Como o senhor vê a continuidade de Julio De Vido?</strong><br />
—Acho que há uma mensagem clara, embora haja que reconhecer certa ambivalência na política oficial. Faz pouco havia coisas que eram subsidiadas e que agora deixaram de sê-lo. São decisões políticas que não alteram os conceitos de investimento.</p>
<p><strong>—</strong><strong>E o crescimento de Guillermo Moreno?</strong><br />
—É uma pessoa polêmica. São formas políticas de agir. São estilos, mas as pessoas não mudam a percepção para investir.</p>
<p><strong>—</strong><strong>O senhor estaria interessado em crescer no setor energético?</strong><br />
—Estamos negociando a compra de uma empresa, cujo nome não posso revelar. Neste setor estamos buscando tamanho para chegar a ser um jogador importante.</p>
<p><strong>—</strong><strong>E em bancos?</strong><br />
—Estamos interessados, mas não é fácil porque é um setor que declama condições de rentabilidade fora do normal. Se bem transcendeu o nome de um banco, a negociação dista de estar encerrada e, além do mais, as aprovações regulatórias levam bastante tempo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Unir o Pacífico com o Atlântico</span></p>
<p>Quando se pergunta a Eduardo Eurnekian em que investirá Corporación América, o primeiro que menciona é o Corredor Bioceânico, uma passagem que unirá o Chile e a Argentina a menor altura que os existentes, para garantir que seja transitável o ano inteiro. O ponto de vista de Eurnekian é que a obra proposta, que inclui um túnel de 52 quilômetros de comprimento e contará com um trem elétrico, passe dos 7 milhões de toneladas de carga que hoje circulam entre o Pacífico e o Atlântico a mais de 10 milhões em 2020, quando estiver terminada.<br />
O projeto promete permitir atravessar a Cordilheira em apenas quatro horas.<br />
O executivo confia em que a licitação internacional se realizará em 2012 e que a Corporación América será a vencedora.<br />
O projeto prevê sua expansão a longo prazo, acompanhando o crescimento da demanda.</p>
<p>Jornal Perfil 31.12.2011</p>
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		<title>Fazer negócios é mudar</title>
		<link>http://www.eduardoeurnekian.com/pt-br/fazer-negocios-e-mudar/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 17:18:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[General @pt-br]]></category>

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		<description><![CDATA[A filosofia empresarial de Eduardo Eurnekian se baseia na mobilidade, em seguir as transformações da realidade e dos negócios. Criador da Corporación América, se iniciou na indústria têxtil, passando depois por diversos ramos de atividade, acompanhado sempre pelo maior sucesso. Em 2011 inaugurou o “terminal C” do Aeroporto de Ezeiza , ganhou a adjudicação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2151" title="eduardo-eurnekian" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2012/01/eduardo-eurnekian.jpg" alt="" width="400" height="466" />A filosofia empresarial de<strong> Eduardo Eurnekian</strong> se baseia na mobilidade, em seguir as transformações da realidade e dos negócios. Criador da Corporación América, se iniciou na indústria têxtil, passando depois por diversos ramos de atividade, acompanhado sempre pelo maior sucesso. <span id="more-2207"></span>Em 2011 inaugurou o “terminal C” do Aeroporto de Ezeiza , ganhou a adjudicação de aeroportos no exterior e deu impulso ao Corredor Bioceânico. Anuncia investimentos de U$S 650 milhões em 2012. Devido a essas iniciativas e pela sua trajetória, Prensa Econômica o distinguiu como “Líder Empresário do Ano”.</p>
<p>É um dos empresários mais bem sucedidos das últimas décadas. Se alguma coisa o distingue é a mobilidade, pois seus ativos passaram da indústria têxtil, à multimídia, aos serviços aeroportuários, às rodovias, à energia e hoje está à frente de uma iniciativa faraônica: construir um corredor perfurando a Cordilheira dos Andes. Aos 79 anos conserva uma energia e vitalidade invejáveis.  Dedica todos os dias a sua maior paixão: trabalhar e depois nadar na sua piscina climatizada. Dá definições que deixam entrever um caráter firme como uma rocha, mas possui também um humor irônico que se adverte de vez em quando.</p>
<p>-          <strong>O primeiro trabalho que o senhor desempenhou foi na empresa da família. Como foi o seu começo?</strong></p>
<p>-          Meus pais nasceram ambos na Armênia e vieram para a Argentina ainda crianças, mas se conheceram aqui mesmo. Meu pai fundou a empresa têxtil em 1928. De início era uma fábrica de linha para costura, bordado, cerzido, alinhavo, crochê e tudo o que se usava nessa época. Aos 17 anos, apenas terminados os estudos, comecei a trabalhar na empresa de meu pai. Fazia o papel de boy, de varredor, fazia pacotes, repartia  mercadoria. Não contava com nenhum privilégio. Era mais um dos que se iniciava. À medida que se demonstrava habilidade, vontade, contração ao trabalho, ia-se melhorando de posição.</p>
<p>-           <strong>Essa experiência teve importância na sua trajetória posterior como empresário?</strong></p>
<p>-          Nesse momento não percebia isso, mas fora de dúvida, sim, depois vi como tinha sido importantíssimo, porque contava com um conhecimento acabado do trabalho de base, sabia fazer pacotes, sabia separar tecidos, fazer cobranças, sabia me enganar e receber as reprimendas conseqüentes… Definitivamente, essa experiência fez com que crescesse como pessoa, dando-me uma base para logo desenvolver capacidade de mando, e por outro lado, me ajudou a desenvolver também a engenhosidade necessária para solucionar problemas.</p>
<p>-          <strong>Que ensinamentos o senhor resgata de seu pai como empresário?</strong></p>
<p>-          O maior ensinamento que meu pai me legou, assim como os ensinamentos que herdei, em geral, dos imigrantes dessa época foi um forte sentido de justiça e de honorabilidade: quando se dava uma palavra, era preciso cumprir com a mesma, fosse como fosse. A gente aprende que o mais importante que se tem é o próprio nome e que é preciso cuidá-lo, tanto na vida como nos negócios. O cumprimento das promessas vai cimentando uma cadeia virtuosa que diferencia os que o praticam.</p>
<p><strong>PIONEIRO DA TV A CABO</strong></p>
<p>-          <strong>O senhor foi pioneiro no país em TV a cabo, ao criar Cablevisión. Como se produziu essa ruptura na sua carreira empresarial e em que se inspirou?</strong></p>
<p>-          De repente verifiquei que meu pai tinha sido um visionário ao se dedicar à indústria têxtil na década de 20. E eu era um tolo por continuar fazendo o mesmo 50 anos depois. Isso me levou ao questionamento de tudo como homem de negócios e a pensar em que era o que tinha de fazer nesse momento. Os negócios variam, se movimentam, assim como a realidade, e o segredo está em captar esse movimento e em nos movimentarmos também em consonância.</p>
<p>-          <strong>O que é que o senhor fez então?</strong></p>
<p>-          Viajei, observei, estudei e, sobretudo, vi que, com a democracia, a Argentina ia gozar de uma enorme transformação. Durante o período em que não houve governo constitucional, a Argentina tinha ficado sufocada no tocante a informação, ao passo que o mundo mudava aceleradamente.  Existia a tecnologia por satélite, os cabos já não transmitiam um canal só, mas quinze ou vinte, alguns dos quais eram estrangeiros. Vivia-se uma sensação de liberdade e de comunicação. E era óbvio que em algum momento a Argentina ia estar a par com essa realidade do mundo. Nessa época havia só um canal no interior do país, que era o canal 7. Com o cabo pudemos dar 20 ou 30 canais, incluindo os mais importantes de Buenos Aires, alguns do Brasil ou da Europa. Essa foi a revolução do cabo.</p>
<p>-          <strong>Como começou Cablevisión?</strong></p>
<p>-          Adquirindo uma pequena companhia em La Lucila, província de Buenos Aires. Quanto custou? Nada… o proprietário estava por falir e comprei o negócio pelo valor da dívida.</p>
<p>-          <strong>Mas depois a empresa se expandiu e chegou a ter uma multimídia…</strong></p>
<p>-          O mercado do cabo já estava muito desenvolvido em fins dos anos 80, com 30 canais, logo aumentados a 60. Compramos Rádio América, Del Plata e chegamos a ter cinco rádios quando adquirimos Del Plata. Tivemos o primeiro canal de TV e a primeira rádio –América- apenas de notícias. Também compramos El Cronista Comercial e se instalou a produtora de televisão Pramer onde produzíamos 17 canais de TV. Tínhamos dois jornais. Realmente, fomos o primeiro grupo multimídia no país.</p>
<p>-          <strong>E um belo dia decidiu se desfazer da empresa de multimídia…</strong></p>
<p>-          Tinha captado a avidez de informação que o público tinha, assim como de interligação.  Um interesse que ainda persiste, mas num mundo totalmente diferente, muito mais avançado tecnologicamente. Por isso, quando pensei que o ciclo mediático, no tocante aos negócios, tinha acabado, deixei. Acho que não me enganei.</p>
<p><strong>E ATERRISSOU NOS AEROPORTOS</strong></p>
<p>-          <strong>E então se voltou para os aeroportos…</strong></p>
<p>-          Sim, nesse momento comecei a enfocar-me no mundo dos aeroportos. Para administrar este negócio, me vali das experiências adquiridas no ramo têxtil. O que é que tem a ver? Bom, a atividade têxtil é criativa, artesanal, e comunicativa. Neste tipo de negócio se concentram muitas decisões em mãos do empresário, razão pela qual essa prática vai deixando uma preparação mental sólida para poder ver coisas que qualquer outro empresário não vê.</p>
<p>-          <strong>Nessa época foram privatizados vários serviços. Por que optou pelos aeroportos?</strong></p>
<p>-          O que notei nesse momento foi que os aeroportos na Argentina estavam em decadência; definitivamente não eram lugares com bons serviços para o turista; em tudo se advertia negligência e abandono, inclusive nas estruturas do edifício.</p>
<p>Percebi que era aí onde se podia prestar uma enorme colaboração. Foi uma transformação no critério de serviços dos sistemas aeroportuários na Argentina.</p>
<p>-          <strong>Depois de ter remodelado os aeroportos na Argentina começou a exportar este know how a diversas partes do mundo…</strong></p>
<p>-          Pensei que podia reproduzir essa tarefa no exterior e encontrei um mercado globalizado, no qual todos competiam. Os aeroportos também competem entre si e isso leva à redução de custos, à melhora dos serviços e à criatividade para o fornecimento dos mesmos.</p>
<p>Em geral, as organizações com as que compete Aeropuertos Argentina 2000 são estruturas grandes e complexas. Estas empresas terão, em breve, data de caducidade. Puseram o carro na frente dos bois: só querem ganhar dinheiro, com o menor serviço possível. Quanto a mim, aprendi que o dinheiro chega quando se oferece um bom produto, não quando se elimina um concorrente.  United, American, Eastern, e tantas mais, falidas ou em concordata, são um bom exemplo da inutilidade de ter uma grande estrutura de negócios com serviços de má qualidade. Outras empresas mais jovens, vendo o fracasso dessas companhias, têm como alvo a qualidade de atendimento e de serviços.</p>
<p>-          <strong>Que futuro pode ter Aerolíneas Argentinas?</strong></p>
<p>-          O melhor que pode acontecer para Aerolíneas é competir. O privilégio do monopólio nunca favorece nem a empresa nem os funcionários. Contamos com todas as possibilidades para modernizá-la e podemos ter uma linha de bandeira competitiva entre as grandes do mundo.  O pessoal é muito capaz; assim, o que é preciso é dedicar-se com valor e entusiasmo. A sociedade vai apoiar a capitalização da linha aérea se perceber esse avanço.</p>
<p><strong>OS NOVOS INVESTIMENTOS</strong></p>
<p>-          <strong>Pelos seus investimentos em biodiesel se nota que o senhor vê muito futuro nesse ramo.</strong></p>
<p>-          O biodiesel é uma alternativa e ainda está em processo de pesquisa. Quando começamos este negócio, a tecnologia era outra, e o preço, caro. Em poucos anos houve avanços nos rendimentos por hectare, e no caso do etanol passamos de 8% de rendimento por tonelada de cana, a 12%. A demanda crescente desse produto foi um incentivo para melhoras tecnológicas, para abaratar custos em meio de uma competência cada vez maior. O mesmo está sucedendo com outras fontes alternativas de energia sejam elas solar, eólica, ou a biomassa, como também outros sistemas que estão se desenvolvendo, como o maremotor ou o termal. O futuro pertence às fontes de energia renováveis, fora de dúvida.</p>
<p>-          <strong>Quais são os projetos de investimento do grupo em 2012?</strong></p>
<p>-          Estamos preparando um conjunto de investimentos para levar a cabo esta ano. Os projetos abrangem desde a mineração, até a perfuração petrolífera no sul, à ampliação da planta de bicombustíveis, à continuação das obras no Aeroporto de Ezeiza e no Aeroparque. Estimamos que o grupo aplique, no ano que vem, cerca de 650 milhões de dólares de capital próprio, sem contar os reinvestimentos.</p>
<p>-          <strong>Dizem por aí que o seu grupo vai comprar o Banco Industrial…</strong></p>
<p>-          Estamos estudando diversos investimentos, entre os quais talvez haja algum no ramo financeiro, mas ainda não há nada definido nesse sentido.</p>
<p>-          <strong>Qual é o segredo do sucesso nos negócios? De que o senhor se sente mais orgulhoso?</strong></p>
<p>-          Quero que meu grupo seja recordado pela sua versatilidade, pela criatividade, e pelas boas idéias. Estamos trocando continuamente de atividade para estarmos sempre na vanguarda. Não há negócios permanentes; constantemente os negócios vão experimentando mutações. É preciso criar possibilidades. É necessário saber quando entrar e, sobretudo, quando sair de um negócio.</p>
<p>-          <strong>Ou seja, que o senhor sempre está à pesca de novos negócios…</strong></p>
<p>-          Sempre estivemos preparados para abrir novas frentes, quando damos um negócio por acabado. Para tanto, há uma equipe, embora seja eu o chefe e a cabeça visível. Trata-se de um grupo qualificado que está constantemente buscando novas oportunidades.</p>
<p><strong>COMO DECIDIR UM NEGÓCIO</strong></p>
<p>-          <strong>Obviamente, as propostas devem sobrar. Como se toma a decisão de entrar num negócio?</strong></p>
<p>-          Usamos um pião (rindo).  Falando a sério, se calcula muito; as decisões, porém, não podem ser cem por cento racionais. Sempre há uma grande dose de intuição e também de risco. Não existe o empresário que tome sempre decisões brilhantes, nem que invente sempre coisas do nada. O empresário mais valioso é o que sabe superar seus erros com esforço e o que sabe sair no momento adequado do negócio. No que se refere a mim, é prova e erro, como todo o mundo.</p>
<p>-          <strong>O senhor tem um “estado maior” que o assessora nas decisões?</strong></p>
<p>-          Não tenho uma percepção rígida da organização empresarial. Creio em consultar minhas idéias com as diferentes áreas da companhia e com os seus especialistas. A partir dessas conversas, a idéia vai amadurecendo. Posso dizer que as decisões saem da multiplicidade de opiniões do grupo.</p>
<p>-          <strong>Que qualidades o senhor aprecia mais nos seus colaboradores?</strong></p>
<p>-          Valorizo muito a honestidade intelectual dos funcionários; fico feliz quando descubro que não fizeram as coisas exatamente como eu tinha indicado a eles. Sempre se pode contribuir com mais alguma coisa, e se cumprissem ao pé da letra as minhas ordens, já não haveria “filtro”, algo pouco recomendável nas empresas.</p>
<p>-          <strong>Que é o que faz com que o senhor se sinta motivado para continuar trabalhando e empreendendo?</strong></p>
<p>-          A necessidade me incita a seguir trabalhando. Somos muitos na família, tenho muitos colaboradores e muito encargo tributário (rindo). Em realidade, o que me sobra é a vontade de continuar vivendo a vida com paixão e satisfação. E para mím, a alegria significa trabalhar. De qualquer maneira, estou cada vez mais focalizado na problemática social. Não é que ache que as empresas têm de solucionar os problemas sociais. Considero que as empresas devem dar emprego, cuidar do pessoal e pagar os impostos.  Os empresários, sim, têm de olhar o que sucede ao seu redor e fazer alguma coisa no tocante a isso, mas a título pessoal.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O CORREDOR BIOCEÂNICO</strong></p>
<p>A grande iniciativa mais recente de Eurnekian é a construção do Corredor Bioceânico Aconcágua, para estabelecer uma nova ligação física com o Chile, a um custo de três bilhões de dólares. Como nasceu esta idéia? Assim nos explica Eurnekian: “Quando fiz a proposta, foi simplesmente levando em consideração o negócio. Até 1980, a maior quantidade do tráfico mundial de mercadorias, produtos e pessoas era monopolizado pelo Oceano Atlântico. Uma vez que o sudeste asiático irrompe na economia mundial, isso começa a se modificar. Hoje em dia, o volume transportado pelo Oceano Pacífico é 30% superior ao que se traslada pelo Atlântico. Dentro de 50 anos esse volume vai dobrar. A única passagem possível que existe da Argentina para o Pacífico é a que se realizou em 1910 para transportar 4 milhões de toneladas. Se cem anos depois ainda continuamos com a mesma capacidade, alguma coisa falhou. A idéia do corredor bioceânico consiste num túnel na Cordilheira dos Andes, de pouca altura, de 51 quilômetros de longitude, e se trata de um esforço privado de um consórcio com capitais de vários países, para que possa ser auto-sustentável.</p>
<p><strong>ALGUMAS VENDAS</strong></p>
<p>-          Em 1995 Eduardo Eurnekian vendeu Cablevisión a TCI por 750 milhões de dólares, o valor mais alto pago por uma companhia argentina até esse momento.</p>
<p>-          Em agosto de 2011, Corporación América vendeu o negócio de free shops nos aeroportos da Argentina, Uruguai, Equador, Armênia e Martinica, ao grupo suíço Durfy (fundo Advent) por 957 milhões de dólares.</p>
<p><strong>CORPORACION AMERICA</strong></p>
<p>As principais atividades de Corporación América são as seguintes:</p>
<p>-          <strong>Aeroportos</strong>: Concessionário de terminais em 49 aeroportos da América Latina e da Europa.</p>
<p>-          <strong>Infra-estrutura</strong>: Concessionário de mais de 1.200 quilômetros de rodovias na Argentina. Construtor de obras rodoviárias, pistas e terminais aeroportuários.</p>
<p>-          <strong>Energia</strong>: Planta de ciclo completo de biodiesel com uma capacidade projetada de um milhão de toneladas nos próximos anos.</p>
<p>-          <strong>Agroindústrias</strong>: Mais de 100.000 hectares, sendo que 20.000 com irrigação, para diversos cultivos.  20.000 cabeças de gado, tecnologia genética de excelência. Produção vitivinícola, adega.</p>
<p>-          <strong>Serviços</strong>: Controla um importante banco da Armênia e os serviços postais desse país.</p>
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		<title>Eduardo Eurnekian recibió el premio ISALUD a la trayectoria.</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 21:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[Eduardo Eurnekian recebeu o prêmio ISALUD à Trajetória, ao qual fez jus devido à doação do Hospital Interzonal de Ezeiza “Dr. Alberto Antranik Eurnekian”. A cerimônia se realizou na noite de ontem – quinta-feira, 24 de novembro -, na sede recentemente inaugurada da Universidade ISALUD, em virtude do 20º aniversário da entidade, e contou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE56323.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2072" title="EE56323" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE56323.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a></p>
<p>Eduardo Eurnekian recebeu o prêmio ISALUD à Trajetória, ao qual fez jus devido à doação do Hospital Interzonal  de Ezeiza “Dr. Alberto Antranik Eurnekian”.<span id="more-2100"></span></p>
<p>A cerimônia se realizou na noite de ontem – quinta-feira, 24 de novembro -, na sede recentemente inaugurada da Universidade ISALUD, em virtude do 20º aniversário da entidade, e contou com a presença do Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Scioli e a do  Ministro de Saúde da Província de Buenos Aires Dr. Alejandro Collia, entre outros distintos convidados.</p>
<p>Além de Eduardo Eurnekian, nesta edição também foram premiadas outras personalidades relacionadas com a saúde, como o Dr. Alberto Cormillot, o Dr. Rubén Torres (OPS Washington) e o Dr. Carlos Soratti (Presidente do INCUCAI), entre outros.</p>
<p><strong><em>Prêmio ISALUD</em></strong></p>
<p>Considerada já como uma tradição da Fundación ISALUD, a entrega dos PRÊMIOS ISALUD consiste num reconhecimento ao trabalho e ao comprometimento de pessoas e instituições que tenham desenvolvido atividades ou ações transcendentes em áreas de saúde, meio ambiente, economia e sociedade.</p>
<p>A escolha é realizada após uma análise consensual e exaustiva da trajetória dos candidatos e instituições a serem premiados, passando por várias etapas seletivas.</p>
<p>Para essa tarefa de seleção, se constitui um júri formado pelas pessoas premiadas em ocasiões anteriores, profissionais, alunos e ex- alunos da Universidade ISALUD de diversas regiões do país. Finalmente, em várias reuniões plenárias, das que participa toda a comunidade educativa, se avalia o mérito de cada um dos candidatos e se estabelece a quem adjudicar os prêmios.</p>
<p><strong><em> Sobre a Fundación ISALUD</em></strong></p>
<p>O entusiasmo coletivo de um grupo de profissionais que, em fins da década de 80, participou da gestão do Ministério de Saúde da província de Buenos Aires, liderado pelo ex- ministro de Saúde da província, Dr. Ginés González García, foi o motor do surgimento da Fundação &#8211; Instituto de Saúde, Meio Ambiente, Economia e Sociedade &#8211; Fundación ISALUD.</p>
<p>Dirigida pelo seu mentor, fundador e, nessa época, presidente &#8211; o Dr. Ginés González García &#8211; as atividades da Fundación ISALUD tiveram início no dia 29 de outubro de 1991, caracterizando-se por comprometer-se com a produção e difusão de conhecimentos “no tocante aos aspectos que contribuam para a saúde humana e social, no sentido mais abrangente”.</p>
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		<title>Eduardo Eurnekian explicou a importância e magnitude do Corredor Bioceânico Aconcágua, numa nota publicada no número de novembro da revista do G20.</title>
		<link>http://www.eduardoeurnekian.com/pt-br/eduardo-eurnekian-explicou-a-importancia-e-magnitude-do-corredor-bioceanico-aconcagua-numa-nota-publicada-no-numero-de-novembro-da-revista-do-g20/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 13:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[Corredor Bioceânico Aconcágua. Integrar para crescer “Faz de tua vida um sonho e desse sonho uma realidade. O ser humano descobre-se a si mesmo quando se defronta com um obstáculo”. Saint Exupéry A América do Sul precisa do seu próprio “Canal do Panamá” para diminuir as distâncias e integrar as economias regionais entre si e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/Tapa-EE.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2054" title="Tapa EE" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/Tapa-EE.jpg" alt="" width="323" height="440" /></a></p>
<p><strong><em>Corredor Bioceânico Aconcágua. Integrar para crescer</em></strong></p>
<p><em>“Faz de tua vida um sonho e desse sonho uma realidade. O ser humano descobre-se a si mesmo quando se defronta com um obstáculo”. </em>Saint Exupéry<span id="more-2088"></span></p>
<p>A América do Sul precisa do seu próprio “Canal do Panamá” para diminuir as distâncias e integrar as economias regionais entre si e com o mundo. É imperativo construir uma via ágil para transladar de forma eficiente a produção do MERCOSUL à região asiática, grande protagonista do novo mapa da economia mundial.</p>
<p>O Corredor Bioceânico Aconcágua é uma iniciativa desenvolvida por Corporación América que estabelece um nível superior de integração física e comercial entre ambas as costas da América do Sul, reduzindo as rotas e distâncias do MERCOSUL aos países da Bacia do Pacífico.</p>
<p>A idéia inicial se baseou na análise da conjuntura econômica internacional, na perspectiva de evolução dos próximos 50 anos e na necessidade de achar uma solução de longo prazo para uma comunicação interoceânica mais direta entre a América do Sul e o mundo. E levou em conta, especialmente, o fato de que o intercâmbio comercial origina 40 por cento do crescimento do PBI per cápita dos países, razão pela qual este projeto provocará um aumento no nível de atividade econômica e de bem-estar.</p>
<p>A história demonstra que a redução nos tempos e custos do transporte dá origem ao aumento das exportações e é um grande incentivo para os investimentos.</p>
<p>O projeto libera a região do seu verdadeiro calcanhar de Aquiles: parte do comércio entre o MERCOSUL e a região asiática depende atualmente de um passo, o Cristo Redentor, que não só está saturado, como também se vê obrigado a permanecer fechado até 60 dias por ano por causa dos temporais de neve e dos ventos implacáveis.</p>
<p>Apenas 5 milhões de toneladas anuais chegam ao destino, desafiando uma quantidade enorme de obstáculos, produto de infra-estruturas obsoletas, sensíveis às inclemências do tempo e incapacitados geograficamente para atender uma demanda que não se detém nem pelos oceanos nem pelas altas montanhas.</p>
<p>A partir de uma análise de longo prazo que leva em consideração o progresso da Ásia e da bacia do Pacífico, o impulso que o MERCOSUL está tomando e o futuro da África, achou-se uma solução que permitirá transportar, nos próximos 50 anos, ao redor de 77 milhões de toneladas, multiplicando assim por 15 a capacidade da passagem que existe atualmente.</p>
<p>O Corredor é composto por um sistema ferroviário com dois túneis de pouca altura e com 52 quilômetros de extensão que ligam a Argentina com o Chile, que transportarão carga e passageiros, atravessando a Cordilheira em apenas 4 horas, em comparação com as 12 que se demora hoje em dia.</p>
<p>Além de segurança e rapidez, o CBA terá um impacto positivo enorme no tocante ao meio ambiente, pois reduzirá as emanações de dióxido de carbono na atmosfera (devido ao uso de energia elétrica em lugar de combustíveis fósseis), ajudando a reduzir o aquecimento global, dando ao projeto um balanço de carbono negativo.</p>
<p>“Antes as distâncias eram maiores porque o espaço se mede pelo tempo”. Este pensamento de Jorge Luis Borges reflete o espírito do projeto: abrir novos caminhos que acerquem os continentes.</p>
<p>O mundo de hoje vive intimamente globalizado, as fronteiras, pouco a pouco foram virando laços, as culturas se enriquecem misturando tradições e as diferenças são fundamentalmente horárias, situação praticamente irrelevante em um planeta que não descansa.</p>
<p>A tecnologia de avançada conseguiu que a comunicação verbal seja imediata e deu um passo gigantesco permitindo o relacionamento direto entre todos os protagonistas. O comércio internacional foi tradicionalmente a primeira comunicação real entre as diversas culturas e povos, garantida por um intercâmbio com regras claras e universais.</p>
<p>As mercadorias não se produzem apenas nos portos nem nas cidades limítrofes. As economias regionais se entrelaçam e geram vias para acercar-se aos novos destinos. É preciso potenciar essas uniões para conseguir uma cadeia de produção articulada que favoreça o progresso a longo prazo e transcenda as circunstâncias conjunturais.</p>
<p>O Corredor é uma ferramenta de integração para toda a região e para as nações que dela participam. Une as economias internas e as obriga a trabalhar em forma coordenada para, a partir daí, conectar com o Oriente e com as costas do Pacífico.</p>
<p>Esta iniciativa também contempla o crescimento da demanda e a possibilidade de originar novos tráficos entre a Argentina, o Chile, Equador, Estados Unidos, México, Peru, América Central, Oceania e o Longínquo Oriente.</p>
<p>Hoje pensamos no amanhã. Os cálculos estabelecidos pelos vários estudos que analisaram o impacto do Corredor prognosticam os benefícios que trará numa área de mais de 3 milhões de km2, que incidirá sobre uma população de 126 milhões de habitantes, o que representa 48% da totalidade sul americana que dá origem a 70 % da atividade econômica continental.</p>
<p>Esses milhões de pessoas serão os grandes protagonistas do desenvolvimento que necessariamente vai-se produzir ao facilitar e aumentar o volume de comércio. Os pequenos povoados que limitam com as vias entre os países ligados pelo Corredor Bioceânico Aconcágua serão os fornecedores de serviços para a circulação crescente de veículos de transporte de exportações.</p>
<p>O projeto foi apresentado dentro do Tratado de Maipú de Integração Física e Complementação Econômica que declara o CBA de interesse estratégico para a Argentina e o Chile e marca o compromisso da vontade que garante o desenvolvimento e implementação desta mega obra de infra-estrutura.</p>
<p>Para levá-la a cabo, Corporación América constituiu um consórcio internacional de empresas de grande envergadura que inclui a Mitsubishi Corporation do Japão, Empresas Navieras S.A. de Chile, Contreras Hermanos SA. da Argentina e Geodata SPA da Itália.</p>
<p>Em síntese, o Corredor Bioceânico Aconcágua é um cruzamento confiável, eficiente e competitivo.</p>
<p>Este vínculo inter-oceânico provocará uma verdadeira revolução: a América do Sul se tornará um jogador fundamental da economia mundial. É tempo de termos um novo cruzamento na Cordilheira dos Andes.</p>
<p>O Corredor é composto por um sistema ferroviário com dois túneis de pouca altura e com 52 quilômetros de extensão que ligam a Argentina com o Chile, que transportarão carga e passageiros, atravessando a Cordilheira em apenas 4 horas, em comparação com as 12 que se demora hoje em dia.</p>
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		<title>Para Eurnekian “o país precisa de políticos mais técnicos”.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 20:58:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[O titular da Corporación América acusou a classe dirigente de “pensar no dia a dia”, reclamou que leve em conta o longo prazo a fim de inserir o país no mundo” e a qualificou como” políticos demais”. Não é habitual escutar publicamente Eduardo Eurnekian, um dos empresários mais importantes da Argentina, dono de um holding [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE-Líderes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2048" title="EE-Líderes" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE-Líderes.jpg" alt="" width="451" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>O titular da Corporación América acusou a classe dirigente de “pensar no dia a dia”, reclamou que leve em conta o longo prazo a fim de inserir o país no mundo” e a qualificou como” políticos demais”.<span id="more-2097"></span><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align: left;">Não é habitual escutar publicamente Eduardo Eurnekian, um dos empresários mais importantes da Argentina, dono de um holding cujo faturamento é de 1.200 milhões de dólares anuais e que abrange desde aeroportos a negócios petrolíferos e agropecuários. Durante quase uma hora, o presidente da Corporación América discursou, encerrando a quarta edição do “Encontro de Líderes”, seminário organizado ontem pelo jornal El Cronista, Apertura e IT na Associação Rural.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o seu ponto de vista, a Argentina inicia uma etapa “com um futuro brilhante para os investimentos, com ativos baratos”. Portanto, aconselhou ao auditório: “É momento de investir”. Sustenta a opinião que “com a reeleição de Cristina começa uma etapa de solidificação, de pensar a longo prazo, com estratégias globais, analisando as mudanças de políticas internacionais porque o crescimento da Argentina terá como base o crescimento global”.</p>
<p style="text-align: left;">Eurnekian também dedicou várias frases à classe dirigente. Mencionou “a estreiteza dos políticos” aos quais acusou de “pensar no dia a dia” e reclamou que “tivessem como alvo o longo prazo, com a Argentina inserida no mundo”. “Também qualificou a classe dirigente como “muito política e pouco técnica”, e pediu: “um país com políticos mais técnicos”.</p>
<p style="text-align: left;">O dono de Aeropuertos Argentina 2000 dedicou um capítulo a Néstor Kirchner: “Disse uma vez que era um CEO perfeito, mas que não o poria como presidente de uma empresa porque vou à quebra. Era ativo, inovador e extraordinário, mas era preciso um presidente que o refreasse”. De todos os modos, acrescentou que “herdou um poder inigualável que nem o próprio Perón tinha tido. O Kirchner de hoje não é questionado por ninguém, quer dizer, alguma coisa bem feita fez”. De qualquer maneira, admitiu ter sido Arturo Frondizi o presidente que mais admirou. “Tinha uma grande visão de país, de inserir a Argentina no mundo”. Também elogiou Ricardo Alfonsín. “Não entendia de economia, nem soube administrar as circunstâncias, mas teve de lidar com a etapa mais difícil após 50 anos de militarismo, e precisou governar quase sem organização política”.</p>
<p style="text-align: left;">E, embora tenha evitado qualificar Cristina Fernández, sustentou que o resultado das eleições “demonstra que o povo optou pela continuação do modelo” o que dá ao governo a chance de “levar o país a uma decolagem harmônica e sustentada. Agora não se pode dar marcha a ré”, expôs. Mas advertiu igualmente que “não será fácil e que será preciso fazer sacrifícios”. Também respaldou a eliminação de subsídios e redução dos prejuízos das Aerolíneas Argentinas. “A ajuda tem de ser canalizada de outra forma, por exemplo, com créditos com taxas subsidiadas para os sectores de menos recursos poderem construir sua casa”. E continuou: “Estou de acordo com que se busque racionalidade empresária em Aerolíneas Argentinas”.</p>
<p style="text-align: left;">Quanto a temas empresários, recordou o seu projeto mais ambicioso: unir a Argentina com o Chile através de um corredor bioceânico, uma mega obra ferroviária para unificar o transporte entre o Atlântico e o Pacífico. Destacou o apoio dado à iniciativa por parte dos governos argentino e chileno.</p>
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		<title>Plano Nur, a inicitiva educativa de Eduardo Eurnekian em Nagorno Karabagh, continua a capacitação para as professoras. Agora na fase virtual.</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 19:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Responsabilidade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Já teve início a fase virtual de capacitação do Plano NUR para as docentes de Nagorno Karabagh. Atualmente está sendo abordado o módulo 2, com 160 professoras envolvidas na plataforma Moodle, desenvolvida pela equipe de IT da Corporación América. Todas as semanas se apresentam exercícios práticos, nos quais se utilizam os vários aplicativos da XO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE6000.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2042" title="EE6000" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE6000.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Já teve início a fase virtual de capacitação do Plano NUR para as docentes de Nagorno Karabagh. Atualmente está sendo abordado o módulo 2, com 160 professoras envolvidas na plataforma Moodle, desenvolvida pela equipe de IT da Corporación América.<span id="more-2064"></span> Todas as semanas se apresentam exercícios práticos, nos quais se utilizam os vários aplicativos da XO, como também são colocados temas de debate nos foros para as professoras aprofundarem os conceitos sobre a importância da incorporação das TIC`s em sua sociedade.</p>
<p style="text-align: left;">O objetivo principal do NUR, nesta etapa, é o treinamento dos educadores no tocante à metodologia pedagógica de inclusão do computador na aula e o uso do software livre.</p>
<p style="text-align: left;">Quando tiverem recebido o programa completo de capacitação (presencial e virtual) e  tiverem participado ativamente dos trabalhos propostos, as docentes estarão preparadas para receber o computador e aplicar os novos conhecimentos nas aulas com a XO.</p>
<p style="text-align: left;">O Plano NUR surge como iniciativa de Eduardo Eurnekian, concebida segundo o conceito de One Laptop Per Child (OLPC). O Plano NUR vai fornecer computadores XO aos estudantes de 1º a 4º grau e as suas respectivas professoras em escolas da República de Nagorno Karabagh.</p>
<p style="text-align: left;">Este plano se desenvolve com a parceria do governo de Karabagh e da Unión General Armênia de Beneficência (UGAB).</p>
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		<title>Eduardo Eurnekian será premiado pela Fundación ISALUD.</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 13:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Eurnekian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividade Empresarial]]></category>

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		<description><![CDATA[Na quinta-feira próxima, 24 de novembro, às 19 horas, serão entregues os Prêmios ISALUD. Nessa ocasião, Eduardo Eurnekian receberá o Prêmio à Trajetória, ao qual fez jus por ter feito doação do Hospital Interzonal de Ezeiza “Doutor, Alberto Antranik Eurnekian”. Além de Eduardo Eurnekian, nesta edição também serão premiadas outras personalidades relacionadas com a saúde, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE2536.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2036" title="EE2536" src="http://www.eduardoeurnekian.com/wp-content/uploads/2011/11/EE2536.jpg" alt="" width="450" height="303" /></a></p>
<p>Na quinta-feira próxima, 24 de novembro, às 19 horas, serão entregues os Prêmios ISALUD.  Nessa ocasião, Eduardo Eurnekian receberá o Prêmio à Trajetória, ao qual fez jus por ter feito doação do Hospital Interzonal de Ezeiza “Doutor, Alberto Antranik Eurnekian”.<span id="more-2081"></span></p>
<p>Além de Eduardo Eurnekian, nesta edição também serão premiadas outras personalidades relacionadas com a saúde, como o Dr. Alberto Cormillot, o Dr. Rubén Torres (OPS Washington) e o Dr. Carlos Soratti (Presidente do INCUCAI), entre outros.</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Prêmio ISALUD</span></em></strong></p>
<p>Considerada já como uma tradição da Fundación ISALUD, a entrega dos PRÊMIOS ISALUD consiste num reconhecimento ao trabalho e ao comprometimento de pessoas e instituições que tenham desenvolvido atividades ou ações transcendentes em áreas de saúde, meio ambiente, economia e sociedade.</p>
<p>A escolha se realiza após uma análise consensual e exaustiva da trajetória dos candidatos e instituições a premiar, passando por distintas etapas seletivas.</p>
<p>Para essa tarefa de seleção, se constitui um júri formado pelas pessoas premiadas em ocasiões anteriores, profissionais, alunos e ex- alunos da Universidade ISALUD de diversas regiões do país. Finalmente, em várias reuniões plenárias, das que participa toda a comunidade educativa, se avalia o mérito de cada um dos candidatos e se estabelece a quem adjudicar os prêmios.</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Sobre a Fundación ISALUD</span></em></strong></p>
<p>O entusiasmo coletivo de um grupo de profissionais que, em fins da década de 80, participou da gestão do Ministério de Saúde da província de Buenos Aires, liderado pelo ex- ministro de Saúde da província, Dr. Ginés González García, foi o motivador do surgimento da Fundação &#8211; Instituto de Saúde, Meio Ambiente, Economia e Sociedade &#8211; Fundación ISALUD.</p>
<p>Dirigida pelo seu mentor, fundador e, nessa época, presidente &#8211; o Dr. Ginés González García &#8211;  as atividades da Fundación ISALUD tiveram início no dia 29 de outubro de 1991, caracterizando-se por comprometer-se com a produção e difusão de conhecimentos “no que se refere aos aspectos que contribuam para a saúde humana e social, no sentido mais abrangente”.</p>
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